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PÓS-LABORAL

20 HORAS

10 SESSÕES

 

SEG · QUA · SEX | 19H00 às 21H00

9 JUNHO ->

MASTERCLASS

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“o que julga ter atravessado os espaços não saiu do seu lugar…”

do poema Eclesiastes in “Teoria da Fronteira” de José Tolentino de Mendonça

2018 | 2019 | 2020 | 2021

 

CICLO DE CONFERÊNCIAS - FRONTEIRA

 

Neste quadriénio acontecerá de um Ciclo de Conferências sobre FRONTEIRAS, em colaboração com o Município de Braga a Universidade do Minho/ILCH. Entre as  personalidades a convidar, destacamos :

Adriano Moreira | Rentes de Carvalho | José Gil | António Guerreiro | Frei Bento Domingues |  Eduardo Lourenço | Tolentino de Mendonça | Mendez Ferrin | António Barreto | Aguiar e Silva | entre outras.

MASTERCLASS
Dramaturgia, prática teatral e sentido crítico.
A CTB no âmbito do BragaCult, projecto de formação de públicos, vai promover uma Masterclass sobre dramaturgia, prática teatral e sentido crítico, dirigida por Rui Madeira.
Esta acção, em regime pós-laboral, vai decorrer a partir de 9 de Junho, terá a duração de 20 horas, durante 10 sessões, às segundas, quartas e sextas, das 19H00 às 21H00.
Destina-se a jovens dos 18 aos 25 anos, que frequentem ou tenham frequentado cursos de teatro ou tenham alguma experiência teatral.
As /os interessados/as podem inscrever-se através de ctb@ctb.pt a partir do dia 2 até 7 de Junho, com uma nota explicativa sobre as razões porque pretendem frequentar.
Terá lugar uma audiência prévia. Só serão admitidos 10 participantes.
A inscrição é de 100€, sendo devolvido 50% deste montante, no final das 10 sessões, como prémio de assiduidade.


 

ESTAMOS DE VOLTA!

 

Depois de mais um longo período de reclusão, a CTB volta ao Lugar do crime, que o mesmo é dizer: AO PALCO! Para, olhos nos olhos com o público, darmos o melhor de nós, na convicção que trazemos pessoas vivas para o confronto com a Plateia. É nessa linha quase imaginária que divide as pessoas actores das pessoas público que uma parte das nossas Vidas se joga, porque o Teatro, sendo criação é, sobretudo, o tempo da vida dos actores. Estamos de volta, sem sabermos bem, por quanto tempo. Mas ESTAMOS! E precisamos de TODOS mais uma vez. Aprendemos entretanto que precisamos mesmo TODOS OS UNS DOS OUTROS. E eis as boas razões porque nos devemos encontrar! Chamamos a atenção para os horários pandémicos, destas criações sobre a Memória e as Fronteiras do Medo.

 

 

E cá estamos de novo. Confinadinhos! *

 Com este frio dá a sensação que o Governo gosta mais de nós assim.

Parece que se preocupa com os Artistas, como se preocupa com os sem abrigo. Cria-nos zonas de conforto. E o pior é que há, não digo Artistas, digo trabalhadores da cultura, que se sentem bem com isto. Tenho a sensação que, com este aconchego, há pessoas que simpatizam com a ideia de ser tratados como indigentes.

Estamos pois confinados, para não dizer fodidos! E há gente que pensa por isso, que como diz o Governo, não devemos mexer uma palha. É ilegal, sobretudo quando o Governo promete pagar tudo com lay off.  É muito melhor não trabalharmos. Há pessoas? Que pensam que temos de cumprir às riscas a ordem do Governo.

É interessante isto do confinamento. O Governo não tem dinheiro para garantir os apoios financeiros às estruturas que em sede de candidatura apresentam condições para serem financiadas e diz que garante pagar a outras para estarem fechadas.

Confinados assim é muito melhor! E de certo modo, nem temos de nos cansar nem andarmos para aí a “criar problemas” com isso das artes.  E vão ter de aprender à força que podem “criar em teletrabalho”. Podem fazer praticamente o mesmo. Parece que o Governo está prestes a abrir candidaturas para apoio a companhias especificamente da internet. A que podem concorrer também algumas, tipo “vão de escada”. Isso do teatro no teatro é prá acabar! Já foi! Sai muito caro! Precisamos do dinheiro para comprar seringas…

E, sobretudo, num tempo pandémico em que as pessoas estão muito mais preocupadas com a Morte do que com fantochadas.

Não. Não! Assim confinadinhos é que é bom. À espera!

À espera que nos venham dar a injecção. A tal “solução final”.

E depois, se sobrevivermos, havemos de voltar a dar palmadas na varanda, na parede, na porta na vizinha, na mulher.  E gritar que estamos de volta. Que vencemos! Que vai ficar tudo bem! E que salvamos o SNS. A Criação Artística? O estatuto profissional? A ética? O profissionalismo? A Cultura? A Cidadania? Foda-se! Estamos a brincar ou quê? O que é que é isso comparado com o civismo, a capacidade de sofrimento, o sentido de responsabilidade, o patriotismo dos Portugueses?

Vá lá, fiquem mas é confinados e calem-se! Não saiam de casa, ouviram? Salvo para levar os cães a fazer xixi e para irem votar. Mas é ir num pé e vir no outro.

Obrigaram a CTB a hibernar por tempo indeterminado em fracções de 15 dias. Contra a nossa vontade. Se querem saber se estamos VIVOS vão ao site e ao facebook. Se sobrevivermos…

Viva a Europa! Viva Portugal!

Rui Madeira

 *A CTB congratula-se com a medida entretanto anunciada ontem à noite,14 - 01- 2021, pela Senhora Ministra, aquando no âmbito das medidas anunciadas para mitigar a situação dos Artistas, refere que o Ministério vai garantir apoio às estruturas que tendo concorrido a apoios em 2020, os viram negados, por falta de verbas disponíveis, apesar de cumprirem todos os parâmetros estabelecidos. È uma medida  que repõe a justiça e  dignifica o Ministério e o Estado.

CONFINAMENTO · MARÇO | 2020

Não há um tempo para a Desgraça!

Há muito que a Tragédia invadiu o nosso quotidiano!

Acontece Agora. Aqui. E está a acontecer neste exacto momento em muitos lares!

Das Mulheres Rohingya à pequena Valentina … das Mulheres Yazidi à Gabriela…da cartografia Homérica ao nosso Mediterrâneo… do silêncio das Cidades ao vazio da Alma.

Quando tudo isto começou a CTB assumiu o compromisso de lutar por todos os objectivos a que nos tínhamos proposto. Confinámos, mas continuamos! Iniciamos uma Programação ONLINE a que demos o título, “Contra o Vírus uma programação Virulenta!”. Por ali passaram 25 títulos de criações da CTB e do nosso departamento de Media Arts (Maria Augusta, produções). Programação que ocorreu de 25 de Março a 28 de Maio, nos quais se incluem, espectáculos em repertório, de arquivo, filmes e documentários com um total de 1843 visualizações que dá um número de médio de 74 (73,72) espectadores por espectáculo. No que respeita a seguidores de Facebook, à data de início da programação online, contabilizávamos um total de 6486 utilizadores, tendo 6608 à data de 28 de Maio, significando uma variação de 122 novos seguidores, todos eles resultado de conteúdos orgânicos e não através de qualquer conteúdo pago. No que diz respeito ao tráfego resultante dos conteúdos disponibilizados nesta rede social ao longo deste período, registamos os seguintes indicadores. Um engagement total de 574 pessoas. Tendo sido alcançadas (sem ser através de qualquer publicidade paga) na página da CTB, um total de 40 518 pessoas.E fizemos muito mais coisas, traduções de novas dramaturgias de países como a Turquia e a Irlanda, refizemos e criamos projectos. Vivemos este tempo e mudamos a dramaturgia de As Troianas, que paramos. E mantivemo-nos JUNTOS, como disse alguém que muito estimamos, falando do seu Grupo de Empresas “ninguém pode ficar para trás”. E na CTB, também pela sua acção ninguém ficou. Das 20 pessoas que regularmente trabalham e colaboram na CTB (actores, técnicos, cenógrafos, figurinistas, gestão). Nem as cerca de 20 pessoas/cidadãs e cidadãos que integram os Coros de AS TROIANAS, nos abandonaram, bem pelo contrário, deram-nos mais força.

Afirmamos na altura que o Lugar do teatro era e será sempre o Teatro. E AQUI estamos!

De volta a Casa, ao Lugar da nossa VIDA. Ao TEATRO! que Aqui se chama “Circo”, porque, se dúvidas houvesse nalgumas certificadas mentes, a nossa Vida é um circo! Tão frágil para artistas e públicos quanto o são o arame onde andamos e a vara que nos equilibra.

Estamos de volta com AS TROIANAS de Eurípedes para dar testemunho como entendemos este Tempo e como Ele se introduziu na criação.

Estamos de volta com uma tragédia da Cultura Clássica Grega, cinza e matéria da nossa identidade. De hoje e de Todos os Tempos.

Este é um espectáculo testemunho sobre a violência contra as Mulheres e as Crianças. Sobre o sentido de pertença depois da perda. A transitoriedade da Vida e a busca da transcendência rumo a uma qualquer espiritualidade onde a Palavra e o Silêncio nos apaziguem.

Estamos de volta à Casa. Todos. No ano e no Mês dos 40 anos da CTB.

Estamos Todos porque sentimos connosco muitos, porque muitos se nos dirigiram e de nós quiseram notícias, de Portugal e de Fora. Mas também porque tivemos A DST Group (nosso Mecenas) e o seu CEO, eng. José Teixeira que mais uma vez, solidariamente, nos disse “Estamos AQUI!”. Porque sentimos o Município próximo em cada dia. Cumpre-nos também, por coerência, reconhecer o empenho do Ministério da Cultura, na resolução de problemas de dimensão tal, que o País, os sucessivos Governos e os Partidos, há muito deviam ter consubstanciado em políticas de Cultura. Para lá das críticas do sector, que é diverso, e certos que muitas que na CTB fazemos, há muitos Governos a esta parte, se exibiram agora como despudoradamente justas. E na primeira linha, a urgente necessidade da criação do Estatuto Profissional do Actor.

Estamos de Volta à Casa e precisamos de TODOS! Agora no Theatro Circo, para AS TROIANAS! E para toda a Programação no Theatro Circo e em TODOS OS TEATROS.

Se A Cultura é o suprimento da Alma! Saibamos Todos continuar a honrar os nossos Mortos! Contamos Consigo!

 

Rui Madeira

 

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